Inimigos à Porta

Inimigos à porta

Durante todo o mês de maio ministramos nossas pastorais direcionando-as à família cristã. Nosso objetivo é que sejam fortalecidos os vínculos familiares em torno da Palavra de Deus. Onde encontramos os princípios necessários para o crescimento do povo de Deus. Gostaria de alertar a Igreja a respeito de problemas que cerca a nossa casa constantemente. É bom esclarecer que o mundo não se contenta em ver a família lutar para sobreviver, antes ataca sutilmente as suas raízes minando as bases e princípios norteadores da sua moral.

O Salmo 127 foi escrito pelo velho e sábio rei Salomão. É um Salmo estratégico no que se refere à luta do homem pelo bem estar da sua família. É bem verdade que Salomão não esteve envolvido em guerras, porque durante o seu reinado Israel vivera em tempo de paz. O rei se mostra preocupado com o lar e especialmente com possíveis inimigos que estando à porta possam vir de sobressalto para destruí-lo. Então o rei dá a receita para a vitória: “Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade”. Salomão consegue visualizar o guerreiro com flechas na mão sempre preparado para a batalha. Ele relaciona esta parábola ao homem com seus filhos em casa e diz poeticamente: “Feliz o homem que enche deles a sua aljava: não será envergonhado quando pleitear com os inimigos à porta”. Talvez a pergunta que devêssemos fazer é: Quem está lá fora? Outra pergunta que se segue è: devemos abrir a porta?

Os inimigos que estão à porta podem ser os próprios “amigos” de nossos filhos quando estando à rua lhe fazem um convite para ir a uma balada ou lhe oferecem um cigarro, uma cerveja (socialmente) ou até lhe indicam o traficante. Regra geral são pessoas próximas aos nossos filhos que fazem esse desserviço à família. Neste caso eu diria que o maior inimigo que está à porta de nossa casa é mesmo a falta do diálogo entre pais e filhos. Preparando bem os filhos jamais seremos envergonhados pelos inimigos que estão à nossa porta.

Pais conversem com seus filhos, esclareçam-lhes os perigos que os envolvem na rua, na escola, etc. Nada melhor para vencer uma batalha do que fortalecer a retaguarda. Estando o Senhor dentro de nossas casas, haverá um bom entrosamento entre pais e filhos e por isso não haverá o que temer quando os inimigos estiverem à nossa porta.

Jairo Costa

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval


Carnaval
           
            A origem desta palavra, que hoje denomina uma diversão bem conhecida e praticada com muita pompa e pouca discrição, tem explicações várias Aceitam alguns que se trata de uma contração da frase latina: Carnem levare – levar a carne – pois antecede ao período da quaresma, em que, nos países católicos, a abstenção do uso da carne se pratica, em parte, pelo menos na refeição diária.
            Acreditam outros, bem própria a denominação ao que hoje se observa por esse nome, pois que é nada mais do que um exacerbação de expressões sensuais e um apelo à carnalidade, nos gestos e danças, nas roupas e canções, etc.
            Verifica-se, no entanto, em tempos mais recentes, uma preocupação quase mórbida com a opulência das fantasias ricas que resultam em gastos fabulosos de arruinar o orçamento familiar da grande maioria dos que a isso são levados.
            Que é que o Cristianismo evangélico tem a dizer sobre o assunto?
1) Qualquer atividade que ponha em risco o decoro e excite a sensualidade é pecaminosa à vista de Deus e recebe condenação clara das Escrituras Sagradas as quais insistem no cultivo da castidade dos sentimentos, na sobriedade dos trajes, na pureza das nossas diversões e prazeres.
2) Os gastos excessivos, que exigem sacrifícios a ponto de produzir o desequilíbrio orçamentário da família, acabam gerando situações em que a própria estabilidade e sossego dessa família são ameaçados. 3) A filosofia de vida que deve nortear a nossa maneira de viver e a escolha de tudo que a nós concerne, tanto no trabalho como no lazer, se consubstancia nas palavras do apóstolo Paulo: “Tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo o que é de boa fama...seja isso que ocupe o vosso pensamento”. (Fp 4.8)
Aplique ao carnaval essa recomendação bíblica e ele deixará de existir.

FERREIRA, Wilson Castro.  Veredas da justiça. Patrocínio: Pimenta e Souto, 1995. p. 76